Sua marca está sendo citada pela IA? Como medir visibilidade no AI Mode e nos AI Overviews
Impressões em IA subiram 49% e os cliques caíram 30%. Entenda como medir onde sua marca aparece nas respostas de IA e o que fazer com esse dado na pauta.
Imagem: Magnific
Nos últimos meses temos ouvido um relato bem parecido vindo de empresas de diferentes segmentos, que também pode ser a realidade do seu negócio. Muitas delas têm enfrentado o mesmo problema nos relatórios de tráfego orgânico: números estagnados que não evoluem ou decaem, mesmo o site não tendo perdido posicionamento e nem o ranqueamento de palavras-chave.
Segundo dados da BrightEdge, as impressões em ambientes de inteligência artificial cresceram 49% em um ano, enquanto a taxa de clique caiu 30% no mesmo período.
Como pode o tráfego e os cliques estarem diminuindo mesmo com um site bem ranqueado dentro das boas práticas do SEO? O que temos visto é um aumento do movimento “click zero”, e o que alguns relatórios desatualizados ainda não estão conseguindo medir: as marcas continuam aparecendo, só que em outro lugar.
No mundo SEO e GEO, aparecer e receber visita não tem mais tanta correlação.
Recentemente publicamos o guia sobre GEO e como preparar a marca para ser recomendada pelas inteligências artificiais. Nesse artigo damos o passo seguinte, que é a medição: o que mudou no comportamento da busca, os dois relatórios que passaram a existir em junho de 2026 e o que eles ainda não conseguem mostrar. Confira!
Aparecer e receber clique viraram duas métricas diferentes
Impressão em alta com clique em queda pode ser um efeito novo para quem ainda está acostumado com o modo antigo de fazer SEO. Essa diferença significa que parte do seu conteúdo já está sendo lida dentro da própria resposta do buscador, com a sua marca creditada como fonte e sem que ninguém precise abrir o seu site. Afinal, quem faz isso é a IA, que extrai a informação, resume, e entrega para o leitor.
Dá para acompanhar o ritmo dessa mudança por tipo de consulta. Um levantamento de Tom Demers publicado no WordStream mostra que, em janeiro de 2025, 312 das mil principais consultas do tipo "o que é" acionavam um AI Overview, e em dezembro do mesmo ano já eram 794 mil. Ou seja, quase toda pergunta de definição hoje encontra uma resposta pronta antes de chegar aos resultados.
O mesmo estudo mostra onde o recurso ainda não chegou: em buscas com intenção local, como "empresa de [serviço] em [cidade]", apareceram apenas 5 AI Overviews a cada mil consultas. E os sites seguem recebendo cerca de 34 vezes mais tráfego do Google do que de chatbots, o que mantém a busca tradicional no centro da estratégia por um bom tempo.
A leitura que fazemos aqui na Marke é que o conteúdo informacional genérico é o que mais está sendo absorvido pela resposta da IA. Um artigo que existe para explicar um conceito básico vai perder visita ano após ano, enquanto o material com dado próprio e intenção comercial continua trazendo gente para o site e ainda é o tipo de página que os modelos mais citam. Para a sua operação, isso aponta a importância de reorganizar a ordem de prioridade da pauta sem tirar nada do valor que o orgânico já entrega.
O que o Search Console passou a mostrar em junho
A audiência que está faltando nos relatórios orgânicos é essa:
- a pessoa que lê a sua marca dentro de uma resposta gerada por IA e não clica em nada
Essa visualização sempre entrou misturada ao total de impressões da busca, sem nenhuma forma de saber o que veio de um AI Overview e o que veio do resultado tradicional.
O Google resolveu parte do problema em junho de 2026, com o lançamento dos relatórios de performance de IA generativa no Search Console. São dois: um isola as impressões em AI Overviews e AI Mode dentro da busca, e outro cobre os recursos de IA no Discover. Agora, os relatórios permitem agrupar os dados por cinco dimensões: impressões, páginas, países, dispositivos e datas.
Na prática, o caminho mais útil é o de comparação. Ordene as páginas por impressões no relatório de IA e coloque ao lado os cliques que essas mesmas páginas recebem no relatório de busca padrão.
As páginas com muita impressão e pouco clique são as que estão sendo lidas pela IA sem gerar visita, e são justamente elas que pedem revisão: resposta direta logo no início, dado próprio que não existe em outro lugar e estrutura que facilite a extração pela Inteligência Artificial.
É importante saber também o que o relatório ainda não entrega, para não tirar conclusão errada dele. O próprio Google explica que ele dá apenas as impressões, sem métrica de clique separada por superfície de IA.
O tráfego vindo do AI Mode se mistura ao relatório de busca padrão e o referenciador costuma vir oculto, o que impede uma atribuição limpa. A liberação também segue gradual, então nem toda propriedade tem acesso ainda.
Em resumo, dá para saber se a sua marca está sendo mostrada e em quais páginas. Ainda não dá para saber quanto disso virou transação comercial.
Descubra em quais perguntas a IA cita o seu concorrente e não você
O relatório do Search Console responde metade da pergunta, porque mostra onde você aparece. A outra metade é saber onde você deveria aparecer e não aparece, e essa parte exige testar as perguntas reais do seu mercado nos diferentes modelos, comparar quem é citado em cada uma e entender o que aquelas fontes têm que o seu conteúdo não tem.
É esse trabalho que fazemos dentro da Consultoria SEO da Marke, unindo a leitura dos dados de impressão, o mapeamento das consultas do seu setor e o ajuste técnico e editorial das páginas que precisam ser citáveis. Tudo é cruzado com dados extraídos de ferramentas de análise, como o Semrush, para trazer mais clareza e contexto para as decisões.
Quer saber em quais perguntas do seu mercado a inteligência artificial está recomendando o seu concorrente? Fale com os especialistas da Marke e solicite um diagnóstico da presença da sua empresa nas buscas com IA.
